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BOLETIM SEMANAL - Assespro-RJ | ANO 25 Nº1230 - 07 a 14 de dezembro de 2020.
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O futuro econômico de qualquer país está diretamente ligado a sua capacidade de oferecer ao mundo serviços ou produtos digitais.

As empresas mais valiosas do mundo e que mais promovem transformações são as de tecnologia da informação.

Nos anos 80 e 90, a transformação veio na indústria, com uma mudança radical que substituiu operários por máquinas automáticas e robôs.  Com isso, as plantas industriais antigas foram substituídas por novas fábricas provocando o fechamento de unidades obsoletas e a redistribuição geográfica da atividade industrial com o deslocamento do parque industrial para alguns estados que optaram por apoiar essa atividade mesmo sem empregar como antes, mas que demanda serviços de manutenção e outras atividades especializadas para dar suporte às máquinas.

Agora, nos anos 10 e 20, a bola da vez são os serviços. Comércio, bancos, seguradoras, universidades, turismo seguem o caminho de dar autonomia ao cliente e substituir grandes estruturas de atendimento por automação e robôs.  Empresas tradicionais se tornaram "Negócios Digitais". Para o cliente, o produto final é o mesmo, mas para a empresa são novos tempos...

Novamente, começamos a observar um deslocamento da atividade econômica, pois cada vez menos precisamos de escritórios, postos de atendimento. Tudo entra na conta do empresário na hora de optar por onde se estabelecer: equipe bem qualificada, impostos atraentes, locais baratos e bem montados, infraestrutura de Internet e energia, proximidade com outros players.

Governos estaduais e municipais começaram uma corrida para ver quem consegue atrair mais empresas digitais e assumir o destaque no país, enquanto alguns outros ainda acreditam em uma economia tradicional, como a extrativista.

A preocupação em tornar o Rio de Janeiro mais atraente para as empresas digitais não começou no governo: em 2017, John Forman, CEO da J. Forman Consultoria, associado da Assespro RJ, teve a iniciativa de criar uma rede chamada CD&IA Rio, Rede de Ciências de Dados e Inteligência Artificial do Rio de Janeiro, com a proposta unir empresas de tecnologia, empresas usuárias, centros de pesquisas, universidades e órgãos do governo em torno do tema inteligência artificial, propor soluções e criar uma ligação para o desenvolvimento sustentável local.

A ideia cresceu e no final de 2019, motivados pela iniciativa do governo federal em criar centros de inteligência artificial no Brasil, a FAPERJ em reunião com representantes da rede CD&IA, propôs a elaboração de um edital de fomento para a formação de redes unindo ICT com empresas.

O Rio de Janeiro tem um enorme potencial de formação de mestres, doutores, instituições de pesquisa públicas de renome internacional como UFRJ, UERJ, UFF, CEFET, IME, UFRRJ, UEZO, UENF, Uni Rio, Fiocruz, IMPA, CBPF, LNCC, Inmetro.  Outras instituições privadas tradicionais também de destaque como a PUC com seus diversos centros de pesquisa que geram mestres e doutores, Estácio e muitas como, por exemplo, UVA e UniSUAM com trabalho intensivo em inovação.  

Do lado do que chamamos de empresa, há um entendimento de que aquelas que são clientes de tecnologia não agem como multiplicadoras, ao contrário, elas fecham o ciclo. O mais estratégico é unir a pesquisa dos centros de pesquisa com empresas de base tecnológica, as chamadas Tech Companies, que transformam uma solução em produto escalável e que podem servir a todo um universo de empresas digitais como: health techs, fintechs, edutechs, lawtechs, agrotech, atender à indústria tradicional ou mesmo ao consumidor final.

A Assespro RJ, está convocando Tech Companies associadas com desenvolvimento próprio em Inteligência Artificial para participar deste movimento e mudar o perfil do Rio de Janeiro tornando-se um polo de IA para oferecer soluções para o mundo e atrair investimentos globais.

*Empresas que atendem a este perfil encaminhem seu interesse em participar dessa nova rede através do email para equipe-assespro@assespro.rio.

Por Maria Luiza Reis - CEO da Lab245 e Presidente Assespro RJ

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Oportunidade para o RJ em Inteligência Artificial

A Faperj lançou esta semana um Edital de Apoio a Redes Temáticas de Inteligência Artificial - IA (http://www.faperj.br/?id=4124.2.4).

Espero que isto permita que o RJ mude de patamar em relação a IA, sendo um novo ponto de partida para uma visão que tive em 2017, que foi a Rede de Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Rio de Janeiro - CDIA.Rio, que se tornou realidade naquele mesmo ano com o apoio da Riosoft, TI Rio e Assespro-RJ, nas pessoas de seus respectivos presidentes, Alberto Blois, Benito Paret e Maria Luiza Reis. Cito a Maria Luiza por último para reforçar o dito popular, já que ela é uma das primeiras e mais ativas nesta jornada coletiva que foi a CDIA.Rio, que tive o privilégio de coordenar até o início de 2019. Além destes, apoiaram a iniciativa a Lucimar Dantas em nome do Parque Tecnológico da UFRJ, a Paula Gonzaga em nome da Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, o Cesar Rômulo Silveira Neto então na TELEBRASIL, e o Marcio Aguiar pela NVidia.

E já que citei uma empresa, vale destacar que a rede continua ativa até hoje, atualmente sendo coordenada pelo Newton Fleury, com a participação de mais de 25 empresas, dentre as quais temos a AMT, DBS2, eduSOFT, GPE, Intelie, Logike, MindTek, Módulo, MST, Murabei, Neki, NeoPath, Opusquale, PSafe, Questera, Thrust, Twist, Wespa e Zoom. Pelo lado da academia a lista também é longa, incluindo CEFET, Fiocruz, Instituto de Tecnologia ORT, ITS Rio, LNCC, PUC-Rio, UFF, UFRJ, UFRRJ e UNIRIO. Da turma da academia destaco e agradeço o apoio e participação, dentre outros, de Alberto Dávilla, Esteban Clua, Fabio Porto, Felipe França,  Gustavo Robichez e Priscila Lima. Vale uma menção honrosa para o Guilherme Travassos, que em paralelo começou a articular uma rede acadêmica com quem a CDIA.Rio veio a juntar forças, culminando com a criação do Hub.Rio.  

Gosto de pensar que, juntos, tivemos um papel influenciador nesta decisão da Faperj de lançar um edital para colocar o Rio de Janeiro "como um centro de excelência e referência em inovação frente aos desafios da revolução digital". A ideia foi inicialmente abraçada pelo Mauricio Guedes, mas os parabéns agora vão para toda a diretoria, já que o edital é uma iniciativa conjunta entre as Diretorias Científica e de Tecnologia, com o apoio da Eliete Bouskela e do presidente Jerson Silva.

Esta ideia da CDIA.Rio se originou depois da minha participação num evento em 2016, que relatei num outro artigo intitulado "O Software como Negócio". Naquela época o Rio de Janeiro já não ia bem, com um esvaziamento, também, da sua atividade industrial. A Internet das Coisas - IoT, já começava a despontar como numa nova tendencia tecnológica, mas na minha avaliação era preciso buscar um nicho onde o Rio pudesse ter mais destaque, com mais chances de sucesso, tirando proveito de suas vantagens competitivas. A IA hoje, enquanto oportunidade, talvez seja até maior do que a IoT, onde ela também é aplicada, mas esta janela para o Rio se tornar um provedor de soluções em IA para o Brasil e para outros países ainda não se fechou!

De qualquer modo, minha jornada pela IA incluiu uma certificação como Analista da RapidMiner, me tornando embaixador desta plataforma de ciência de dados no Brasil. De modo a melhor me preparar para o exame, fiz o curso do Andrew Ng sobre Machine Learning, considerado até hoje um dos melhores cursos online para quem quer começar a desvendar este universo. Menciono isto por conta do Ng ser também fundador da DeepLearning.AI, que publica uma newsletter chamada The Batch. A edição de 2/dez trás a notícia da criação de um fundo para apoiar startups trabalhando com IA, incluindo os principais fatores que na opinião dele aumentam as chances de sucesso de um empreendimento deste tipo. São eles:

Conhecimento de um domínio junto com a identificação de um problema: Você entende profundamente um setor e uma "dor" específica deste setor? Você quebrou a cabeça e encontrou, voce próprio, um caminho para solucionar este problema?

Hipótese inicial de solução: Você acha que a automação baseada em IA pode levar a esta solução? É uma solução tecnicamente viável e capaz de resolver o problema de forma responsável, ao mesmo tempo gerando valor?

Grande oportunidade de mercado: há um grande número de clientes em potencial com problemas semelhantes?

Direção e determinação: as startups avançam apenas porque as pessoas envolvidas fazem isso acontecer. Você está pronto para enfrentar o trabalho árduo, a dor e a incerteza inerentes a criar uma empresa?

Na sequencia o Ng também compartilha a própria experiencia como fundador de mais de uma startup, lembrando que antes de fundar a Coursera, passou uns cinco anos obcecado pela ideia de como fornecer educação online de modo mais eficaz. Um fator comum em startups bem sucedidas é ter fundadores que ficam obcecados por ideias anos à fio, já que é preciso muito tempo, investigações e reflexões para descobrir as nuances de um novo negócio.

Identificar um problema é uma das etapas mais difíceis. Ele não entendia isso até vivenciar isto na prática. Uma tonelada de coisas competem pela atenção no mundo de hoje, tanto em ambientes negócio-para-negócio (B2B) como nos negócio-para-consumidor (B2C). A menos que sua oferta crie um valor atraente, é difícil fazer as pessoas prestarem atenção nela. Quer testar isto num problema que você tenha identificado? Pergunte a diferentes pessoas se elas se dariam ao trabalho de explorar as soluções possíveis para resolvê-lo. Se a resposta da maioria for não, o mais provável é que o problema não seja uma dor real para estas pessoas. Poderá ser, talvez, uma inconveniência que provavelmente continuará a ser tolerada, diminuindo significativamente as chances de sucesso da sua solução.

Como o edital da Faperj privilegia as instituições acadêmicas na formação das futuras redes temáticas, vou aproveitar minha experiência como consultor em inovação trabalhando com grupos de pesquisa em universidades para incluir mais 2 fatores a serem considerados na elaboração dos projetos a serem desenvolvidos:

A identificação de um problema tecnológico a ser resolvido através de pesquisas está longe de ser uma dor de mercado! Pode até ser que seja, mas isto precisa ser validado junto aos usuários em potencial da solução que será construída;

Fazer uso da IA no mundo real é muito mais complexo do que pode parecer! Diversos estudos tem mostrado que a maior parte dos projetos de IA não chega a ser colocado em produção. E mesmo naquelas empresas onde eles entram em operação, segundo o estudo "Expanding AI?s Impact With Organizational Learning" realizado pelo BCG Group e MIT Sloan Management Review, menos de 10% estão obtendo resultados financeiros significativos a partir do uso da IA. Os principais motivos para isto se relacionam com problemas com os dados utilizados, que explicam também diferenças consideráveis na performance a acurácia dos algoritmos em produção quando comparados com os resultados obtidos em laboratório.

Não estou, de modo algum, dizendo que o mundo acadêmico não é capaz de desenvolver soluções que poderão ser aplicadas no mercado. Mas é indispensável que o diálogo com o setor privado possa acontecer, reconhecendo que muito aprendizado virá da aplicação de suas pesquisas e algoritmos no mundo real, e ainda que as empresas poderão gerar resultados importantes que deverão ser aproveitados. Esta cooperação será essencial para as futuras redes temáticas que serão criadas, com o edital exigindo inclusive a participação de pelo menos uma empresa nas propostas que vierem a ser apresentadas.

Na primeira reunião da CDIA.Rio, em 5 de maio de 2017 no auditório da Riosoft, tivemos entre empresários e pesquisadores, 29 inscritos e 21 pessoas assinando a lista de presença. Muitos ali já tinham encontrado não apenas um problema a ser resolvido, mas tinham inclusive uma solução em uso pelo mercado. Já existia também diálogo e cooperação, com algumas empresas oriundas de incubadoras de diferentes universidades.

Com o passar do tempo, novos integrantes foram se juntando à iniciativa. Houve, também, alguns que acabaram se afastando. O afastamento mais recente, nesta semana, foi o meu próprio.

Não é que eu não acredite mais naquela visão de 2017, muito pelo contrário! O fato de ter me tornado representante do setor privado no Conselho da Faperj no início de 2019 não foi e nem seria um impedimento para eu continuar a participar da CDIA.Rio/Hub.Rio, ou de uma futura proposta de rede temática que venha a ser apoiada pelo edital da Faperj.

O que mudou foram as minhas circunstancias, com outros projetos já engatilhados para 2021. Mas o tempo para continuar com a representação no Conselho da Faperj está garantido! Isto talvez até me coloque numa posição mais neutra, me permitindo incentivar ainda mais a interação entre a academia, o setor privado e o governo. Também pretendo continuar defendendo que nossas empresas (em particular as startups nascentes e as MPEs) tenham mais oportunidades neste e em outros editais/iniciativas da Faperj. Estou desde já torcendo para que os inúmeros amigos que estavam aguardando ansiosamente a publicação do edital possam estar dentro das propostas que venham a ser selecionadas. E mais do que isto, que as redes que vierem a ser apoiadas possam gerar inúmeros resultados significativos! Contem comigo!

Assim, se voce já trabalha com IA e não tem contato com o setor acadêmico, me procure para que eu possa colocá-lo em contato com o Hub.Rio. E se voce for pesquisador e não estiver encontrando pelo menos uma empresa para atender os requisitos do edital para formação de uma rede temática em IA, me procure também! Fiquem igualmente a vontade para comentar este texto e, quem sabe, já achar num outro comentário a parceria que voce está procurando!

Por

John Lemos Forman - Consultor Senior em Inovação e Transformação Digital

Link da matéria: https://www.linkedin.com/pulse/oportunidade-para-o-rj-em-intelig%C3%AAncia-artificial-john-lemos-forman

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AMANHÃ TEM STARTUP BUSINESS!

Uma startup é uma personificação viva do sonho de um empreendedor. É uma empresa ou projeto voltado para resolver um problema onde a solução não é óbvia. De modo geral, uma startup tem mais perguntas do que respostas sobre seu modelo de negócios, mas é uma empresa projetada para crescer muito rapidamente.

Ainda que nos últimos anos as startups sejam associadas a empresas de tecnologia, esta não é uma regra por definição; se você acabou de abrir um pequeno negócio no seu quarto com fins lucrativos e espera que ela se torne grande o suficiente para ganhar o mundo ou se você já tem um negócio gerando receitas de milhões, com menos de 80 funcionários e continua firme no controle da empresa que fundou, provavelmente você tem uma startup em mãos.

Foi pensando nesse público que a Assespro-RJ criou o Startup Business, evento focado em empreendedorismo e inovação para aqueles que estão começando. Em 2020 será realizada a quarta edição do evento, que abordará temas como investimento, relacionamento, vendas e legislação, dentre outros.

O Startup Business 2020 acontecerá no dia 10 de dezembro e as inscrições são gratuitas!

CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER GRATUITAMENTE!

Confira a programação completa em: bit.ly/startup_business2020

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Propriedade Intelectual de Software

O Radar Assespro é um programa ao vivo que acontece sempre terça e quinta-feira, de 17h às 18h, onde debatemos os mais diversos temas que sejam do interesse das empresas de tecnologia.

No dia 15 de dezembro, teremos mais um programa para falar sobre Propriedade Intelectual de Software, com participação de Helmar Alvares, Chefe de Divisão para Registro de Programa de Computador e Topografia de Circuitos Integrados na INPI. 

Clique aqui para se inscrever gratuitamente!

 

Estamos no YouTube | O Radar Assespro é uma iniciativa para divulgar conhecimento de forma remota aos participantes. Você pode conferir os programas anteriores em nosso canal de YouTube clicando aqui.

Você já conhece as Certidões da Assespro-RJ?

A Assespro-RJ emite Certidões de Exclusividade de Software gratuitamente para nossos associados.

As Certidões são ideais para atender processos de licitações, como previsto na Lei 8.666.

 
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Agenda Assespro-RJ
Agenda

Próximos eventos:

  • 10/12/2020 - Startup Business > Inscreva-se!
  • 15/12/2020: Radar Assespro: Propriedade Intelectual de Software  > Inscreva-se!

Participe e inscreva-se nos eventos da Associação!

Patrocine os eventos da Assespro-RJ e divulgue sua marca para empresários e executivos tomadores de decisões!

Mais informações: 21 2507-7181 | atendimento@assespro-rj.org.br

ASSESPRO-RJ - Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação

Praça Pio X, 55 / sala 901 - CEP 20040-020 - Centro - Rio de Janeiro ? RJ
Telefone/Fax:(21) 2507-7181

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